26/02/10

Quem me dera ser especial

Queria ser especial, como tu. O chão que pisas ilumina-se conforme o vais calcando, o ar que respiras costuma ser um leque de cores. O timbre da tua voz é perfeitamente equilibrado com os restantes sons da natureza, é tão simples, tão meigo. Queria ser especial, como tu. Se tu não estivesses presente nos momentos em que não me sinto especial, não haveria nada que me fizesse pensar de outra forma, tu dás-me uma pitada de algo especial. Na verdade tu és o especial da minha vida já que sem ti nada seria especial. Quando olho para ti paraces-me, sem dúvida, especial. A maneira como falas dá-te importância, o olhar que te lanço é neutro comparado com o olhar que me devolves, esse olhar é profundo e complexo e parece ter sempre algo a dizer. Adoro o teu sorriso, pois é ele que me diz como agir, sem o teu sorriso eu não saberia como parecer especial. O teu sorriso torna tudo possível, é a melhor droga possível: viciante e extasiante. Nos dias que não vejo o teu sorriso não me sinto bem, o teu sorriso relamente completa algo em mim e sem ele estou aos pedaços. O teu sorriso é a cola que sustenta os pilares da minha vida. Sorri para mim quando estou mal e verás uma reacção química do melhor. Quem me dera ser especial, como tu. Quem me dera ser especial para ti, como tu és para mim. Quem me dera ser especial.

17/02/10

Para a minha alma

É incrível a explosão de sensações, de quando se ama. É incrível como caminhamos sem rumo, como nos perdemos no destino e nos encontramos no olhar inocente de alguém. Esse olhar que nos diz tanto mais do que parece. Fala-nos directo da alma e não sabe mentir, este olhar permite nos descobrir o paraíso da psicologia e renega a perfeição da física, este olhar parece voar para dentro de nós: levantar-nos o sorriso, apagar os nossos medos e gritar que ama os defeitos que temos. É tão boa a explosão de sensações, de quando se é amado. Ás vezes com um sorriso abrimos o livro da nossa vida a um novo capítulo, escrevemo-lo com o suor da felicidade como tinta e com o chão que pisamos como folha. Quando começamos a escrever este novo capítulo há algo que grita, novamente, como o tal olhar inocente, que nos ama e desta vez acrescenta que nunca nos vai deixar. Afinal já não é só um olhar de passagem, é uma observação constante. É invrível a explosão de sensações, que só fala para a minha alma.