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12/05/10
Incrível
Incrível como, no final, tudo acaba por se separar; é curioso que, no desfecho da nossa história sentimental, a última coisa a sentir é a saudade. Nem o amor prevalece, o ódio, sentimento de desgosto tão usual na sociedade materialista em que vivemos, ainda consegue durar mais que o afecto sensível e intocável do puro amor. Desde sempre existiram confusões, pessoas que procuram respostas para o que sentem mas acabam por encontrar não preto, não branco, mas cinzento. Cinzento: mistura do branco com o preto, tom complexo com ainda mais dúvidas do que a dúvida posta, deixa um branco vazio e um preto desabitado. Poderíamos persistir na busca das respostas, mas, para mim, o essencial é fazer as questões correctas. Questões correctas: aquelas que, sem sombra de dúvida, darão a resposta genuína ao invés da resposta que saborearíamos ter. Neste momento eu sei o que sinto, mas, se não soubesse, não procuraria saber. Nunca é positivo viver na ignorância, mas ser ignorante é relativo. Na conclusão, no grande final, a única coisa realmente importante foi se sentimos e não o que sentimos, pois no encerrar da existência só vou sentir saudade de sentir.
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