04/12/09

Lembrar

Para dizer a verdade: eu nunca estive lá. Pura e simplesmente porque não podia. Estou presa num enredo de caminhos e auto-estradas, e não consigo parecer encontrar a rua do nosso amor. Ainda durmo a pensar que me estás a abraçar, por favor lembra-te. Lembra-te de quando estávamos ao telefone cinco horas seguidas e eu te dizia ‘sinto-me abraçada’, lembra-te que eras tu quem me abraçava. Lembra-te que eu posso não estar aí contigo a toda a hora, aliás eu nunca estou aí contigo, mas estou aqui sempre para ti. Única e exclusivamente para ti, e para que tu te lembres. Lembra-te de mim, lembra-te das gargalhadas todas que demos, lembra-te de tudo o que tu quiseste e eu não te soube dar, lembra-te de tudo o que me deste e eu não soube estimar, mas lembra-te também que eu soube mudar por ti. Soube chegar ao que sou agora, soube atingir um estado de magnificência tão magnífico só por pensar em ti, e em nós. E por me lembrar. Lembrar-me de tudo o que sonhei que podia viver ao teu lado, cheguei á simples questão que ainda posso viver isso tudo. Ainda não morri, apesar de não saber o caminho, de estar perdida numa auto-estrada e não ter decorado o nome da rua, eu vou comprar um mapa. E a única coisa de que preciso para chegar até ti é de um comboio. E de que te lembres. Mas eu sei que te lembras, depois de tudo tu lembraste do antigo e ainda pensas no novo. A distância é subjectiva. O amor não é físico. E eu, sou a tua memória viva.

2 comentários:

  1. juro te ririnha que nao fazia ideia de como escrevias tao bem, ate me vieram lagrimas aos olhos, pois tantas paavras se asemelham aos felizes e tristes acontecimentos da minha vida. obrigada por te exprimires desta maneira, tambem ja descubri o quanto é bom escrever, deitar tudo ca para fora e dizer o que nos vai no coração ou na real gana :p

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  2. ritinha, este bernardo sou eu, a maria themudo, foi pela conta do meu pai, enganei me. beijinhos

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