My Words, My Art
- março 2011 (1)
- fevereiro 2011 (2)
- janeiro 2011 (1)
- dezembro 2010 (2)
- novembro 2010 (3)
- outubro 2010 (1)
- setembro 2010 (4)
- junho 2010 (2)
- maio 2010 (3)
- março 2010 (1)
- fevereiro 2010 (2)
- janeiro 2010 (2)
- dezembro 2009 (10)
- novembro 2009 (1)
27/12/09
Pensar, pensar. PENSAR!
"agora eu choro. choro ao pensar que tudo o passou, choro ao pensar que te amo, tirem as vossas próprias conclusões. foste o meu maior amor. tudo o que eu sonhei era para ser contigo, e ao teu lado não haveriam limites nem regras, só duas pessoas a sentir o que tinham de sentir, a ganhar e a perder, a chorar e a rir, duas pessoas que caminhariam juntas em direcção á felicidade. eu juro, tu foste o meu grande amor e não há maneira de traduzir isto para meras palavras. este sentimento é livre, mas desta liberdade de amar vem a eterna guerra do sofrer" este foi o pensamento que me correu á cabeça, passando por todos os milímetros simplificadamente complexos do meu corpo, quando dei um gole no meu chá. doía-me a cabeça e já era tarde, havia sido um dia intenso e por consequência eu estava intensamente a precisar de um chá, um comprimido e um aquecedor nos meus pés. levei a mão a cabeça, parecia ter febre mas agora o que me preocupava era a dor que estava a tilintar no meu ouvido, isto quando pensava que não me podia doer mais nada. dei outro gole e pensei "precisa de açúcar", não foi o pensamento mais profundo, eu sei, mas não culpem a mensageira. abri o segundo pacotinho e suavemente deixei cair alguns grãozinhos, com medo de exagerar foram mesmo pouquinhos. mexi rapidamente como se tivesse medo de perder a tão bela conclusão mental que eu sabia que me esperava. dei outro gole, ansiava um novo pensamento, mais complexo, mas o que me subiu ao cérebro foi "exagerei". desisti do chá, estava a dar muito trabalho e sinceramente já não estava com paciência para lidar com uma coisa sem importância como esta, por isso levantei me da cama, abri a porta e desci as escadas, virei á direita, abri outra porta e apalpei a parede escura até encontrar o interruptor. luzes acesas. pousei a canequinha delicadamente decorada com a rena rodolfo em cima do balcão e dirigi me ao frigorífico. tirei um leitinho mimosa e honestamente naquele momento parecia ter encontrado o paraíso. não tinha palhinha, ri me, tudo estava a correr mal e eu não parecia importar me. fui buscar outro. corri para o quarto, bebi o meu leitinho, aqueci os pés com o aquecedor, aconcheguei me e fechei os olhos em tom de dormir. aí me bateu um novo pensamento "tenho calor e não percebo o que é o amor" deixei me levar - "pensava que te amava mas o facto de estar aqui e estar tão bem sem ti fez me ver o que realmente eu amo: eu amo o nós, amo quando há alguém importante para mim em algum sítio porque isso significa ter alguém que me ame a mim, significa que há alguém que se preocupa. mas para isso tenho amigos. então, se eu não te amava a ti e amava o nós, quem és tu? que vieste de levezinho e foste entrando na minha vida como se fosses o meu deus, acreditei sempre em ti e tudo o que me deixaste depois de partires foi a mágoa. não caias lágrima, ele não merece tal queda. não te mexas mão, para lhe ligar, ele não merece tal chamada. não batas coração, quando ele chegar, porque ele não merece tal chegada. nova conclusão: sem ele não há nós. mexam se pernas e vão até ele, porque acima de tudo amo o por mim. e eu amo o nós, mas eu sem tu não há, mim sem ti não dá, e eu aqui e tu aí já não cola! tu não me causas dor, se eu choro é pelo que eu causei" - mas será que este pensamento não acaba? "agora eu rio. rio por mim, por ti e por nós" e gritei entusiasmada: já sei o que é amar, é ter um pedacinho de cada um e com isso formar um todo.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário