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21/01/10
Mentalmente Complexa
Tomei como certeza tudo o que me diziam, considerei correctas todas as minhas decisões, tomei como garantidas todas as pessoas da minha vida. Vendo agora partes do que já vivi reflectidas na poça de lágrimas salgadas, que piso conforme tento seguir em frente, percebo todos os meus erros e ilusões. Percebo agora tudo o que era incapaz de perceber. Esta incapacidade era mecanizada e automática, o meu inconsciente, tendo medo de resultados temporários e dolorosos, tornou me muito pouco compreensiva e moldou me aos seus erros seguidos de desventuras do destino, este belo caminho que todos seguimos sem nos apercebermos das vezes que precisamos de cair sobre as suas pedras de granito frio e mal polido até aprendermos a voar sozinhos através das vastas e subjectivas possibilidades do mundo da nossa mente, mente essa solitária e por vezes ausente para pedidos de ajuda urgentes e conclusões rápidas para efeitos muito pouco usuais. O destino nãos nos prega sustos, nem nos faz rasteiras. Quem faz isso é o nosso inconsciente insatisfeito, por ele poderíamos ficar presos num mundo de instintos animais e sem qualquer tipo de conhecimento sobre o mundo exterior e o que nele se passa/passou/pode passar. Este nosso inconsciente é ignorantemente iludido pelos seus medos completamente desnecessários, quem me dera desligar o meu inconsciente por uns minutos e ficar ao sabor do vento, nem precisaria de saber para onde o vento me leva, queria arriscar uma vez sem me pesar na consciência aquele 'talvez se...' atormentador que nos passa pela cabeça sempre que tomamos partido de uma opção numa pergunta com escolha múltipla. Podia não haver game over, e podíamos nascer com asas para facilitar o nosso voo do destino para fora dele. o nosso inconsciente podia soltar nos as rédeas e podíamos ser mais felizes. Mas pensando bem, inconsciente a atacar conclusões, sem o nosso inconsciente a domar o destino talvez caíssemos mais vezes. Eu precisaria de tomar por garantidas muitas mais pessoas, precisaria de aguçar mais ainda a minha ingenuidade romântica e a minha falha de ceder a pressões seria ainda mais fácil de aceder. Não tenho as chaves da porta do destino, e a minha mente fechou para férias, não posso acessar á minha conta pessoal de personalidade e modificar uns quantos pontinhos. Logo vou ter que cair muitas vezes sobre aquele chão gasto e sem cor do destino, e se assim for acho melhor agradecer ao inconsciente por reter certas lições de vida e me amolecer a queda com as suas penas de galinha medricas. Mas haverá algo mais confuso/complexo/interessante/repetitivo/conclusivo/definitivo do que a afiada estupidez que, como uma nuvem faz ao sol, tapa a inteligência da mente humana? Só sei que nada sei!
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