24/06/10

NO RULES

Sim, gostava de me libertar de vingaças, sentimentos de revolta e principalmente de regras. Não gosto que limitem a minha vida com palavras inúteis que supostamente serviriam para um melhor mundo, mas não servem. As únicas regras válidas na lei da vida são as morais, as normas morais que regem tudo em nós, dos direitos aos deveres, dos arrependimentos aos orgulhos. Mais nenhumas regras neste mundo importam para alguma coisa, ninguém realmente se interessa pelas outras. São exactamente as outras regras que trazem as viganças de todo o tipo, e os sentimentos de revolta depois da vingança, estes nunca desaparecem, somos ignorantes por alguma vez ter pensado que passavam. A vingança é um ciclo sem fim, e não ajuda, não faz a dor passar. As regras trazem a vingança e a vingança a revolta. Há tantos exemplos reais para justificar isto, muitos ainda estão a decorrer. CUBA. Este mundo baseado inteiramente em 'fazes, levas' reduziu a humanidade a umas folhas de papel com o título 'Direitos Do Homem'. Título muito alusivo, realmente, mas ao analisar bem a questão pensei - leio isso, pondero tudo o que está aí escrito, mas ainda há tanto por escrever! - e há. Estamos comprimidos num conjunto de regras e a única vingança que vale a pena o sentimento de revolta não está a ter a devida atenção. E agora não me venham dizer que precisamos todos de regras para ditar todos os segundos da nossa vida porque todos somos capazes de fazer escolhas e as nossas escolhas vão sempre ser baseadas exclusivamente na consciência moral; e não me venham dizer que os povos são todos tão diferentes que seriam incapazes de ter relações exclusivamente positivas, porque é completamente mentira, eu tenho cães, não compreendo o mínimo ladrar deles e juro que os amo. E juro que amaria todos os pedacinhos mais imperfeitos deste mundo. E eu juro, mas juro mesmo, que não percebo qual foi a ideia do ignorante que me reduziu a mim, especificamente, a um papel com o título nitidamente sexista e ainda esperou que eu acreditasse em tudo o que lá diz. A justiça e a igualdade, somos nós que as fazemos.

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