23/09/10

Next Stop: Nowhere

Somos nós a andar contra o vento. Como se estivéssemos constantemente a tentar acender um isqueiro a meio de uma tempestade. Torna se tudo tão mais difícil quando o único tudo que nos rodeia está a puxar nos para o outro lado da verdade, o outro lado de nós, torna se tudo tão insuportável quando percebemos que ou somos nós a ganhar ou é o resto do mundo. Sou eu e és tu, somos nós, a remar contra a maré perigosa num dia de tsunamis exageradamente monstruosos, e por muito que respiremos parecerá sempre que acabamos de nos afogar. Por muito que eu tente, que eu faça um esforço, serei sempre eu mais tu contra as nortadas que arrasam furacões e contra as discussões que arrasam corações. Seremos sempre nós a criticar nos a nós mesmos por algo que nem fomos nós a criar, a dar regras, a dar propósito. Serei sempre eu a tentar acalmar as coisas que tu amenizas e que o resto do mundo faz questão de explodir exactamente na parte onde dói mais: no meio de nós. E como se não bastasse, qualquer decisão tomada por mim saíria uma perfeita idiotice. Remetendo me ao silêncio choro. E se choro só me lembro que sou eu e tu, e que o resto nem devia existir.

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