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17/09/10
Paradoxo
Hoje estou só nos corredores dos meus próprios pensamentos. Não me vejo, não me sinto. Se esticar a mão toco noutro pensamento, abro a porta a novas confusões mentais e aos dilemas psicológicos dos quais me estou a tentar esconder e por isso fico imóvel. Hoje bloqueei a mente de qualquer pensamento, bloqueei a mente de pensar que dento do impossível há o paradoxo do inevitável. Não deixei, no entanto, de entender o submundo dos meus neurónios, entendo o, por mais incrível que possa soar, bastante bem. É obscuro e sinistro mas, se me mexer um milímetro para o lado errado do cérebro corro, muito possível, um dos tais impossíveis e inevitáveis riscos: corro o risco de pensar. E se eu tiver um único pensamento expludo, e, por consequência, se explodir vou queimar alguém. Eu ás vezes não quero queimar ninguém. Ás vezes preciso de me fechar dentro de mim mesma com a lâmpada das ideias apagada, preciso de me fechar e de por uns segundos ser cega, surda e muda para o mundo, porque eu sei que, e alguém me ajude quando isto acontecer, quando sair deste lugar vou acabar presa num sítio bem pior chamado realidade. E, já que lá vou parar de qualquer forma, mais vale ficar no seguro escuro mais um bocadinho. Preciso de "impensar" sobre as coisas, preciso de esquecer tudo o que pensei e impossibilitar qualquer novo pensamento em relação a isso. Preciso de aproveitar o quentinho do estável antes de sair daqui. Mal sair vou ter que pensar. Ninguém me devia ter ensinado a pensar, assim talvez a minha realidade fosse tão oca segura e estável como os corredores onde me sento. Consigo encolher me aqui tanto ao ponto de caber num pequeno quadrado de 1x1 e é precisamente assim que consigo estar minimanente confortável, quer dizer, não estou propriamente no paraíso deitada á sombra da bananeira mas juro que neste momento se no inferno me pudesse abstrair do mundo até isso seria melhor que lá fora. Hoje estou só porque ao passar de uma porta para outra descobri um corredor. E foi realmente a melhor descoberta que podia ter feito: um refúgio.
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Ola Rita,parabens,escreve muito bem e com sentimento. Quando quiser escrever em momentos de inspiração como este,encontre-nos em http://www.osabichao.com/
ResponderEliminarUm Abraço
Vitor