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14/11/10
Antes que seja passageiro
O amor não é passageiro. Por vezes quem o sente é. Por vezes, quem o sente, a esse amor longo e duradouro, aparece e desaparece num ápice, num curto virar as costas. A essas pessoas dá se o nome de cobardes. E hoje eu fui cobarde. Hoje eu desapareci mal vi uma luz entre uma porta e uma parede. Eu saí pela porta e ela fechou se. não tinha então como abrir a porta, e ao perceber isso tentei iludir me dizendo que mais portas estariam abertas á minha espera, á espera que eu entrasse. Não estavam mais portas abertas, não haviam mais amores eternos á minha espera e tudo isto seria óbvio para qualquer um que me observasse ao longe, atarantada fugindo dos tubarões que não me saberiam amar como tu sabes. Eu fui cobarde por aceitar um adeus, e tu foste muito corajoso por o dizeres. Cada vez que te sinto a ir embora um bocadinho do meu castelo, que construí contigo, cai. Perdi a torre alta que te via, perdi o quarto grande em que dormias, perdi a pequena capela que rezava um para sempre, perdi todas as janelas que deixavam entrar o teu cheiro, todas as portas que te deixavam entrar. E estou a perder a esperança, a esperança é a nuvem sob a qual construímos este castelo, e estou a perder o nosso trono que é o nosso amor. Eu queria tanto hoje acreditar que nenhum amor é passageiro, mas já vi tantos castelos desintegrar se por cobardia. Hoje preciso de um pouco de magia, preciso que tijolo a tijolo o meu castelo se reconstrua na mesma nuvem. Antes que eu perca a esperança, antes que eu fique sem trono, por favor. Antes que o amor se torne passageiro.
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